aLagarta escuta: o som da Ana

Você já conhece o som da Ana Kucera? O nome é familiar para quem acompanha aLagarta desde as primeiras edições.

É que Ana é multi-talentosa e já foi nossa colaboradora. Foi ela quem fez o styling dos editoriais Sonho de uma Noite de Verão e O Bloco do Eu Sozinho, da edição 4, além de ter enfeitado nossas páginas com suas experimentações fotográficas.

Esta semana, Ana se lançou no universo da música brasileira com seis deliciosas canções, que podem ser ouvidas em seu (lindo)  site oficial. A minha favorita é Eu e a Louca-Mente

No site há também a sessão Mudez, na qual Kucera reúne seus trabalhos além da música. Vale o clique, o olhar e principalmente, escutar.

A Ana também está no Facebook! Curte lá!

Menina do dia: Vanessa Mello

Depois do sucesso que foi a estréia da tag Menina do dia, com Aline Tercete, retorno com mais uma cool girl para inspirar a noite de vocês nesta Quinta-feira: Vanessa Mello!

Sou suspeita, porque essa ruivinha linda é praticamente minha irmã. Crescemos juntas e devo grande parte do meu desenvolvimento artístico/criativo às nossas brincadeiras de verão.

A Val (como chamam os amigos íntimos) é estudante de Produção Cultural e faz um trabalho incrível, tanto em seu blog pessoal, quanto na Rádio Ibiza (escreve novidades bacanas sobre música no blog da Maria Filó e é programadora musical desta e de outras marcas fofas, como a Checklist). Ah, sim: ela também é a cara da Lagarta!

Signo: Aquário

Peça favorita no armário: Pergunta difícil, não tenho uma preferida. Acho que a última que compro é sempre a favorita, depois muda até eu comprar outra. rs

Última leitura/filme/inspiração: Como estou desenvolvendo meu trabalho de monografia, minha última leitura foi algo bem denso. Mas um dos últimos livros que comprei foi “Músicas e Musas”, que conta a verdadeira história por trás de 50 clássicos do pop. É bem legal. O último filme que vi foi um que estava esperando por um bom tempo: “Sete dias com Marilyn”. Ele mostra um lado da musa que eu não conhecia, o lado tímido e frágil. Recomendo! Como inspiração, acho que tudo que vejo e faço no meu dia a dia. Aqueles momentos pequenos que tem um pouco mais de ressonância na minha cabeça, uma conversa aleatória com amigos ou algum desconhecido, uma paisagem perfeita, minha ida ao trabalho, uma música que tocou no momento certo, o Fred ( meu cachorro ♥ ) e lógico, os vários blogs que leio diariamente.

Música que não pára de escutar: Todas dos dois últimos álbuns do Black Keys, “Dillon – Thirteen Thirtyfive”, “Gotye – Somebody That I Used To Know” e “Poliça – Lay Your Cards Out”.

Objetos favoritos do seu quarto: Adoro o poster do filme “Onde vivem os monstros”, meu fusquinha e minha caixinha do “O Beijo”, do Klimt. Também ando apaixonada pela minha nova máquina de costura, que ainda não fez nenhum trabalho espetacular. rs

Tattoos: Tenho uma escrito “O amor conquista tudo” em latim. A frase é título de uma tela do Caravaggio, “Amor Vincit Omnia”. Muito em breve devo fazer minha segunda. :)

 

Encontre a Vanessa pela web:

Blog 
Playlists
Nas radiolas, onde ela apresenta novos sons no blog da Maria Filó 
Twitter 
Pinterest


aLagarta escuta: Birdy

Eu já tinha prestado atenção (e inclusive divulgado apor aqui) nos primeiros singles de Birdy (aka Jasmine Van den Bogaerde), cantora inglesa de apenas 15 anos, mas que já se mostra extremamente talentosa.

Sua voz faz jus ao apelido (dado pelos pais quando ainda era pequena) de tão linda e melódica que é.

Seu primeiro album foi lançado no final do ano passado e é repleto de interpretações nada previsíveis de sucessos gringos como 1901, do Phoenix e Skinny Love, de Bon Iver. Birdy deu uma nova cara para estas e outras 8 canções do album (uma, Withou a Word, é dela), tornando-as mais femininas, profundas e melancólicas, graças aos novos arranjos, baseados no piano — seu instrumento principal.

Como tantos talentos desta nova geração, Birdy foi descoberta no You Tube quando, aos 12 anos, postou um video seu cantando. E o resto é história. A cantora agora se prepara para lançar seu segundo album, ainda em 2012, desta vez com canções próprias. Quanto a escolha das canções do primeiro, Birdy disse em uma entrevista: “normalmente, eu apenas sentava ao piano e começava a elaborar um arranjo que tinha a ver com o meu estilo. Depois, eu começava a trabalhar com a voz. E a partir disso, eu escolhi quais seriam boas para o álbum”. Simples…

Mas aí, vocês vão dizer “mas ela regravou 99% das músicas do CD!?” Sim! Birdy escolheu lançar seu estilo através de covers e o fez muito bem. Talvez não tenha se sentido segura para lançar de primeira um disco cheio de canções próprias… e o que há de errado nisso?

É engraçado como algumas pessoas criticam os artistas que são somente intérpretes, quando muitas vezes eles têm um papel fundamental na música (muitas canções, por exemplo, ficaram conhecidas antes através de uma regravação). Alguém reclama de quem é apenas compositor? Tem gente que esquece que interpretar uma música não é para qualquer um, é preciso ter muita sensibilidade, na alma e na voz. E isto, Birdy tem.

A nova Mallu

Mallu Magalhães lançou novo disco, o Pitanga, com direito a blog para acompanhar o processo de gravação, ensaios e tudo mais.

Fofo e delicado, muidinho e sincero. A sonoridade é bem o que penso para nossa próxima edição, de verão.

Gostei bastante do disco. E quero falar dele sem citações óbvias que todos os veículos fazem. Não vou, por exemplo, escrever “Mallu cresceu”, pois acredito que se cresce sempre e nós nunca paramos de evoluir. E quando se escreve música então, os caminhos são tão infinitos, que se pode mudar de ideia mais de mil vezes a respeito de um som (afinal, a criação reflete nossos próprios sentimentos ao longo de toda uma vida) Bem, este é o atual de Mallu. Este é Pitanga.

 

A letra de Velha e Louca, faixa que abre o disco, é tipo um novo hino da nova geração de mocinhas:

Pode falar, que eu não ligo,
Agora, amigo, eu tô em outra
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca

Pode avisar qu’eu não vou,
Ôoo, eu tô na estrada
Eu nunca sei da hora
Eu nunca sei de nada

Nem vem tirar meu riso frouxo
Com algum conselho,
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar , não me importa
O que eu tenho de torta
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando de perna bamba e solta.

Nem vem tirar meu riso frouxo
Com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom!